Vertigem Alternobárica

Esta vertigem é um problema comum entre os mergulhadores. Durante a descida e mais frequentemente durante durante a subida, sobretudo na posição vertical, a variação de pressão no ouvido médio pode não se realizar em simultâneo nos dois ouvidos. Isto pode resultar numa sensação transitória de vertigem (tontura), desorientação e náuseas. Normalmente é uma sensação que dura apenas alguns minutos mas que, ocorrendo em profundidade, pode ter consequências graves.

Se o mergulhador for confrontado com esta situação, deve parar e agarrar o cabo de segurança ou apoiar-se no companheiro, até que o equilíbrio se restabeleça nos dois ouvidos e a sensação de vertigem desapareça.

A diferença de temperatura também pode originar uma sensação de vertigem (vertigem calórica). Quando o mergulhador introduz a cabeça na água, normalmente há uma inundação dos dois ouvidos (canal auditivo externo) praticamente em simultâneo. Deste modo, o aparelho vestibular responsável pelo nosso equilíbrio, no ouvido interno, arrefece a uma velocidade mais ou menos idêntica em cada ouvido.

Se um dos ouvidos está parcial ou completamente bloqueado (capuz muito apertado ou a cera) a entrada de água e o consequente arrefecimento fazem-se a velocidades diferentes nos dois ouvidos, resultando numa forte sensação de vertigem. Uma sensação semelhante ocorre quando há perfuração do tímpano.

Tal como a vertigem alternobárica, a vertigem de origem térmica é normalmente uma sensação transitória. Esta vertigem persiste até a água aquecer à temperatura corporal. Estes sintomas são mais intensos na posição vertical de cabeça para baixo. Na posição de cabeça para cima estes sintomas são aliviados.