Trocas Gasosas

Oxigénio

Trata-se de um gás incolor, inodoro, e insípido. O ar que respiramos contem aproximadamente 21% de oxigénio. Necessitamos de oxigénio para metabolisar os alimentos e para fabricar energia para a função celular. O organismo consome oxigénio, produz calor e outras formas de energia. O ar que expiramos contém cerca de 16% de oxigénio.

O sangue transporta oxigénio de duas maneiras diferentes: dissolvido no plasma e quimicamente ligado à hemoglobina. Devido a sua grande capacidade de se unir à hemoglobina, em condições normais de pressão e temperatura, existe uma pequena quantidade de oxigénio dissolvido no plasma (2 a 3%). A grande parte do oxigénio encontra-se, portanto, combinado com a hemoglobina.

Segundo a lei da difusão dos gases, estes movimentam-se por difusão simples das áreas de maior pressão parcial para as áreas de menor pressão parcial. Deste modo, a hemoglobina cede o oxigénio aos tecidos, porque a pressão parcial do oxigénio nos tecidos é inferior à pressão parcial do oxigénio no sangue.

Dióxido de Carbono

O ar que respiramos contem em média cerca de 0,033% de dióxido de carbono. O dióxido de carbono é um produto residual do nosso metabolismo e é transportado no sangue, uma pequena parte dissolvida no plasma, outra unida à hemoglobina ou às proteínas. O ar que expiramos contém cerca de 4% de dióxido de carbono.

O processo de difusão deste gás é o mesmo, mas agora em sentido contrário. A hemoglobina cede o dióxido de carbono para o interior dos alvéolos pulmonares, porque a pressão parcial do dióxido de carbono no interior do alvéolo é inferior à pressão parcial do dióxido de carbono no sangue.

A produção do dióxido de carbono é contínua e tanto maior quanto mais esforço se exerce durante o mergulho. A sua libertação durante a expiração deve ser objecto da maior atenção.

Os esforços efectuados pelo mergulhador (natação rápida, natação contra a corrente), juntamente com a resistência oferecida pelo regulador (sobretudo se está mal afinado), mais a diminuição da fluidez do ar com o aumento da profundidade e a ansiedade do mergulhador iniciado ao entrar num elemento que não é o habitual, traduzem-se numa maior produção de dióxido de carbono. Se não for convenientemente eliminado no ciclo expiratório, este gás pode conduzir a graves situações das quais falaremos adiante.

Nesta situação, o acto respiratório passa a ser todo ele um acto reflectido, ao contrário do que acontece à superfície, em que a fase expiratória é passiva. O mergulhador deve expirar profundamente para eliminar a maior quantidade possível do CO2 produzido. Além disso, deve evitar todos os esforços inúteis e manter o seu equipamento nas condições ideais de funcionamento.

Azoto

É um dos gases inertes presentes no ar atmosférico que não participam em nenhuma função metabólica, e representa aproximadamente 78% do ar que respiramos. Uma vez que o nosso organismo não utiliza o azoto, a quantidade que entra no organismo através da parede do alvéolo pulmonar é a mesma quantidade que sai e o ar que expiramos contém igualmente 78% de azoto.
Também este gás, se não for eliminado convenientemente, pode causar graves problemas, dos quais falaremos no Módulo T13 – Tabelas.