Prevenção do Ataque de Pânico

O melhor remédio é a prevenção, sendo este o método de atuação que o rescue diver deve centrar o seu treino de forma a aplicar com eficácia de forma a prevenir ataques de pânico. Para prevenirmos um ataque de pânico a nós próprios como aos nossos companheiros de mergulho, existe um conjunto de métodos práticos que devemos seguir:

Cursos de Especialidade de Mergulho

Superar os limites e melhorar a nossa capacidade técnica no mergulho, é o melhor método de passar por situações controladas de emergência, e treinar de forma organizada e sequencial a resolução dos problemas que podem gerar situações de pânico.

Respeitar as Normas de Segurança

A falta de respeito que muitos mergulhadores mostram pelas normas básicas de segurança e falta de consciência durante uma imersão, é uma “bomba relógio” para originar uma situação de stresse e acidentes graves.

Cooperação do Companheiro de Mergulho

Ao sentir o apoio do companheiro de mergulho e contar com a ajuda do nosso companheiro proporciona uma tranquilidade que elimina a possibilidade de um ataque de pânico. Por isso, devemos estar sempre disponíveis para prestar ajuda imediata ao nosso companheiro de mergulho.

Boa Preparação Física

A confiança em si mesmo e nas suas capacidade físicas é essencial na prevenção de um ataque de pânico. Esta confiança deve basear-se em muitas outras coisas, mas é essencial a capacidade pessoal de poder resolver problemas mediante a capacidade física do mergulhador.

Ambiente de Comunicação entre os Mergulhadores

Sendo igual à cooperação, a comunicação entre companheiros de mergulho é essencial para evitar sensações de desassossego, inquietação debaixo de água. Saber que o nosso companheiro de mergulho conhece os nossos eventuais problemas elimina a componente de incerteza que são a causa de muitos ataques de pânico. Devemos manter uma comunicação regular com o nosso companheiro de mergulho, tanto mais frequente quanto mais difíceis e exigentes são as condições da imersão.

Cesar Imediatamente o Mergulho

A atividade física, quando se está sob um ataque de pânico, especialmente debaixo de água, só irá agravar o problema, devendo interromper de imediato o mergulho. Dado que em muitas situações o mergulhador em pânico não consegue ter consciência ou mesmo tomar a decisão por si próprio, devemos aproximarmo-nos e indicar-lhe por sinais que “PARE”, “RELAXE” e “TENTE RECUPERAR” a calma. Recordamos que o contacto físico de maneira suave ajuda eficazmente.

Ventilação IN SITU até Recuperar o Ritmo Respiratório / Cardíaco

A consequência imediata do ataque de pânico é uma reação fisiológica que provoca o aumento do ritmo cardíaco e respiratório de forma aguda. Este mecanismo pode chegar a provocar fadiga respiratória de forma aguda. Este Mecanismo pode chegar a provocar fadiga respiratória com os problemas que dai podem surgir, como por exemplo uma sincope. Por esta razão, é fundamental que o mergulhador acidentado recupere o seu ritmo respiratório através de respirações pausadas e profundas, para o qual deveremos indicar através de comunicação por sinais e exercícios de demonstração.

VALE MAIS NÃO REALIZAR UMA IMERSÃO POR NÃO ESTAR EM BOAS CONDIÇÕES, DO QUE ESSA IMERSÃO SER A SUA ÚLTIMA