Luz e Alterações na Visão

Olho Humano

O olho humano está adaptado para a visão no meio aéreo. Os raios luminosos provenientes do objeto viajam pelo meio aéreo, passam através da pupila, atravessam o cristalino (meio aquoso) e vão formar uma imagem focada sobre a retina, daí sendo levada uma imagem nítida ao cérebro através do nervo óptico.

Quando mergulhado na água, os raios luminosos provenientes do objecto viajam pelo meio aquático penetrando através da pupila, atravessam o cristalino (meio aquoso) e vão formar a imagem atrás da retina (desfocada), pelo que a imagem levada ao cérebro através do nervo óptico se apresenta difusa.

Como se escreveu no Módulo T2 – Equipamento básico, a função da máscara é evitar esse inconveniente, colocando uma camada de ar entre o meio aquático e o olho. Assim, os raios luminosos, ao atravessarem esse meio aéreo e o cristalino, vão formar uma imagem focada sobre a retina, que, deste modo, se apresenta nítida.

Rarefação

Porém, os raios luminosos sofrem um desvio na passagem do meio aquático (onde se encontra o objecto) para o meio aéreo (dentro da máscara) e o objecto parece maior e mais perto do mergulhador.

Absorção da Luz

Outro fenómeno que se verifica é o da absorção da luz. Os raios luminosos ao penetrarem na água sofrem uma perda rápida da sua intensidade luminosa. Esta perda deve-se não só à absorção pela água, mas também à difusão causada pelas partículas que se encontram em suspensão. No mar, em média, a luz é cerca de 40% a -1 metro, 14% a -10 metros, 7% a -20 metros e apenas de 1,5% a -40 metros.

Em simultâneo com esta extinção progressiva, produz-se um outro fenómeno, que faz modificar a composição espectral da luz e provoca uma alteração das cores. Na verdade a água comporta-se como um filtro que absorve progressivamente as radiações que compõem o espectro solar. Primeiro são absorvidos os comprimentos de onda mais longos (infravermelhos, vermelhos, etc.) e por fim os comprimentos de onda mais curtos (verde, azul).