Intoxicação por Azoto

CAUSA

Conhecida por narcose ou embriaguez das profundidades, a intoxicação pelo azoto resulta do aumento da pressão parcial deste gás inerte sobre o sistema nervoso central do mergulhador e caracteriza-se pela diminuição do desempenho intelectual e por alterações do comportamento (ex.: euforia, depressão, medo).

A gravidade deste efeito depende da profundidade, da velocidade de descida e da experiência do mergulhador.

EFEITOS

Os efeitos são progressivos com o aumento da profundidade mas não aumentam de intensidade com a permanência à mesma profundidade. Algumas drogas sobretudo o álcool e os sedativos (comprimidos para o enjoo) têm um efeito aditivo na narcose e não devem ser ingeridos antes do mergulho. Outros efeitos aditivos são a ansiedade, o frio e a fadiga.

Tal como na intoxicação pelo oxigénio, este tipo de intoxicação nunca será sentida pelo mergulhador CMAS One Star Diver, dado o limite de profundidade que lhe é imposto.

Apesar de existir uma suscetibilidade variável entre diferentes indivíduos, a maioria dos mergulhadores são afetados pela narcose em profundidades superiores a 50 metros. A profundidade mínima a que se pode manifestar é difícil de definir, mas existem casos de intoxicação a profundidades inferiores a 30 metros.

SINAIS E SINTOMAS

As funções superiores, raciocínio, memória recente, aprendizagem e concentração são as primeiras a ser afetadas. O mergulhador pode sentir bem estar e excesso de confiança semelhante à intoxicação alcoólica moderada.

Com o aumento da profundidade diminui a capacidade de desempenho físico, agrava-se a prestação mental, surgem alucinações e finalmente a perda de consciência e o coma.

O perigo da narcose é levar o mergulhador a um comportamento inapropriado, que provoque um acidente.

A susceptibilidade individual é variável e surge alguma habituação aos efeitos da narcose com mergulhos repetidos. A sintomatologia é semelhante à embriaguez provocada pelo álcool. O efeito narcótico em si não é perigoso e desaparece rapidamente ao regressar à superfície. Por isso, face a este acidente, o mergulhador deverá diminuir a profundidade do mergulho ou, em casos mais sérios, interromper o mergulho e regressar à superfície.