Entrada na Água

Ao chegar ao local do mergulho deve-se sempre avaliar as suas condições, de modo a garantir que estas sejam adequadas à experiência e limitações dos mergulhadores. Existem basicamente dois tipos de entradas na água: a partir de uma embarcação ou a partir da costa.

ENTRADA A PARTIR DA EMBARCAÇÃO

A entrada mais utilizada em grandes embarcações é o “passo de gigante”, devendo ter-se o cuidado de segurar o regulador na boca e a máscara na cara quando se salta. Em embarcações menores utiliza-se sobretudo a entrada de costas. Em qualquer destas situações deve-se sempre verificar se a área de entrada está desimpedida, para evitar cair em cima de um mergulhador que já esteja na água.

Depois da entrada na água, ainda à superfície, deve ser feito o sinal “estou bem” (OK) para o barco.

ENTRADA A PARTIR DE COSTAS

Antes de entrar na água deve observar-se as ondas, verificando a sua frequência e onde rebentam. Para entrar de terra pode-se usar uma das duas técnicas:

  1. Depois de todo equipado, exceto as barbatanas, atravessar rapidamente a rebentação respirando pelo regulador (a onda deve ser enfrentada com o corpo de lado e agarrando a máscara). Logo que a rebentação esteja ultrapassada deve-se calçar as barbatanas, insuflar o colete, trocar o regulador pelo tubo e nadar até ao local da descida.
  2. Depois de todo equipado, incluindo as barbatanas, entrar de costas para o mar, não deixando contudo de olhar para a rebentação. Tem a vantagem de já se levar as barbatanas calçadas, mas o equilíbrio é mais difícil e é necessário mais atenção e segurar todo o equipamento para que nada se perca. Recomendada para quem tem mais experiência.

FLUTUABILIDADE

Depois de entrar na água, ainda à superfície, é importante verificar a flutuabilidade. Deve-se ter a água ao nível dos olhos com os pulmões cheios e afundar lentamente quando se expira. Isto significa que o lastro está correto. Antes de iniciar a descida, deve-se ainda verificar o ajuste do colete, a posição do regulador ou do 2º andar de emergência, a colocação do cinto e a máscara. Depois de termos a certeza de que todo o nosso equipamento e o do companheiro estão corretamente colocados e operacionais, estamos prontos para iniciar a descida tirando ar do colete e dos pulmões.