2. Arqueologia vs. História

Figura 1 – Batalha do cabo de São Vicente – 1833

A grande diferença entre a Arqueologia e a História consiste no tipo de fontes que cada uma destas ciências estuda.

A História tem como objeto de trabalho as fontes de origem escrita, como os diplomas, os ícones, os códices, as epígrafes, os selos, entre outros. Pelo referido, esta ciência limita-se ao estudo dos períodos ditos históricos, isto é, a partir do momento em que as sociedades desenvolveram um qualquer tipo de escrita e começaram a conservar documentos escritos. Assim, a História depende da acessibilidades dos documentos escritos (não se conhece o que não foi registado), do seu grau de conservação (se o documento está incompleto, a História estará sempre incompleta) e, sobretudo, do tipo de informação transmitida (é a importância que o autor dá ao conhecimento que faz o fato histórico) …

Por sua vez a Arqueologia tem como objetivo de trabalho os vestígios materiais de origem antrópica. Propositadamente depositados num qualquer local ou involuntariamente abandonados, estes oferecem sempre uma imagem objetiva do seu tempo, ao inverso das fontes escritas… Na base de elaboração de um qualquer documento, existe sempre uma vontade clara e um objetivo concreto, sendo por este motivo, introduzido um filtro económico, político, social, cultural (o modo de pensar do autor) ou, até mesmo, sentimental. A Arqueologia permite, portanto, adquirir uma visão mais fiel do passado.

Mas porquê comparar, quando as palavras-chave são a complementaridade e interdisciplinaridade? A História e a Arqueologia trabalham para um mesmo fim, reconstituir o nosso passado completando-se.

História (do grego antigo ἱστορία, transl.: história, que significa “pesquisa“, “conhecimento advindo da investigação“)