1. Tipos de Sítios

É importante ter conhecimento do volume e da diversidade das evidências arqueológicas que podem ser encontradas debaixo de água. Quando os locais se encontram nas zonas costeiras a lista de evidências torna-se ainda mais extensa e variada, desde destroços a obras portuárias até pegadas pré-históricas preservadas nas lamas entre marés. Alguns locais, como são os exemplos dos naufrágios, representam um elevado nível de realização técnica, outros contendo utensílios, ou simples redes de pesca, apesar de não excitantes representam uma fonte importante de informação sobre a vida diária nestes locais. De facto, a variedade de materiais submergidos é de tal grandeza que existem poucas evidências da pesquisa arqueológica em terra que não possam ser complementadas ou suportadas por informação de contextos subaquáticos.

Não é objetivo do presente guia fornecer uma descrição detalhada de todas as classes de materiais que podem ser encontrados submersos em águas interiores ou costeiras, no entanto para o investigador de campo, a diferença entre os tipos de local está na escala e complexidade do mesmo e não na minuciosa investigação e registo que devem ser aplicados. Algumas classes de locais, tais como os subaquáticos podem exigir alto nível de conhecimento especializado para um reconhecimento e análise bem-sucedidos, no entanto todos devem de ser alvo de uma abordagem cuidadosa e sistemática.

Se tomarmos por exemplo os naufrágios como um tipo de sítio arqueológico subaquático, rapidamente fica claro que mesmo nesta categoria existe uma enorme variedade a avaliar, já que existem um largo número no tipo de embarcações que podemos encontrar. Na avaliação e discussão destes locais e materiais e comparando diversos exemplos, é, portanto, útil existirem métodos de clarificação através de um sistema de classificação. Tais locais podem ser subdivididos de acordo com a sua idade, detalhes de construção, estado de conservação, ou simplesmente em termos do que é conhecido dos mesmos (localização exata, data estimada do naufrágio ou área onde o mesmo se tenha verificado). Os fatores que afetam a formação e preservação de locais são variados, complexos e podem diferir de um local para outro. Á medida que mais trabalho vai sendo desenvolvido nesta área mais difícil se torna generalizar. Locais que aparentam estar em condições semelhantes no fundo mar e, portanto, se podem encaixar numa mesma categoria em termos de estado de conservação, podem de fato ter chegado e essa condição por processos diferentes. Nenhum local pode ser colocado perfeitamente numa categoria definida com precisão. Ao tentar-se esta abordagem está-se a simplificar em demasia a natureza do material arqueológico, no entanto, e desde que sensatos os sistemas de classificação têm muito para oferecer em termos de formalização de ideias e teorias dentro dos processos existentes.