3. Métodos de Datação

A Arqueologia compreende o estudo arqueográfico de todo o percurso do homem. Ao estudar-se o percurso humano, no seu desempenho e inserção num ecossistema, a noção de tempo é imprescindível.

As técnicas de datação usada em arqueologia variam consideravelmente em precisão da natureza dos materiais a datar, sendo que a determinação de datas pode ser direta ou indireta. De uma forma direta a datação advém de artefactos ou ecofactos, determinando a idade do material. De uma forma indireta, a datação é conseguida através da associação de materiais com um item que tenha já sido datado diretamente (considerando-se, não havendo provas em contrário, que todos esses materiais pertencem à mesma cronologia).

A datação pode ser relativa ou absoluta. A datação relativa simplesmente ordena objetos e sítios arqueológicos em sequências cronológicas, onde a idade de cada elemento é relativa em relação aos outros – ordenando-se simplesmente por critério de mais velho, mais novo ou contemporâneo. A datação absoluta alcança uma estimativa em termos de calendários de idades, sendo assim possível determinar a diferença em tempo quantificável, entre datas absolutas. No entanto, a datação absoluta varia na sua precisão, pois muitas técnicas comportam um fator de erro, dando como resultado uma baliza temporal em vez de uma data exata.