Módulo 3, Tópico 4
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Oxigénio

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Como todos nós sabemos o oxigénio, gás incolor, inodoro e insípido, faz parte da mistura gasosa que respiramos que contém aproximadamente 21% (20,946%) deste gás (mistura normóxica).

Para metabolizar os alimentos e para fabricar energia para a função celular necessitamos de oxigénio. O organismo consome oxigénio, produz calor e outras formas de energia. O ar que expiramos contém cerca de 16% de oxigénio.

O oxigénio é transportado pelo sangue de duas maneiras diferentes: dissolvido no plasma e quimicamente ligado à hemoglobina. Devido à sua grande capacidade de se unir à hemoglobina, em condições normais de pressão e temperatura, apenas existe uma pequena quantidade de oxigénio dissolvido no plasma (2 a 3%).

A maior parte do oxigénio encontra-se, portanto, ligado à hemoglobina.

A possibilidade da existência de vida está limitada a valores bem definidos para além dos quais a vida humana pode dar indícios de colapso.

Ao nível do mar, a percentagem mínima de oxigénio na mistura que permite a sustentação da vida humana, ainda que em condições desfavoráveis, é 16%.

Abaixo deste valor (16%), misturas muito hipóxicas não fornecem oxigénio suficiente aos tecidos. As funções vitais de um indivíduo colapsam progressivamente, sendo, primeiramente afetados os órgãos nobres, o cérebro e o sistema nervoso central (CNS – Central Nervous System).

Abaixo de 21% de oxigénio a mistura gasosa denomina-se mistura hipóxica. Um indivíduo respirando nestas condições está em estado de hipóxia.

Na ausência de oxigénio (0%) a mistura gasosa denomina-se mistura anóxica.
Uma mistura em que a percentagem de oxigénio é superior a 21% denomina-se mistura hiperóxica.

Ao nível do mar, a percentagem máxima de oxigénio na mistura tolerada pelo organismo humano durante longos períodos (1 a 2 dias) é 50%, dependendo da tolerância do indivíduo ao oxigénio.

Ultrapassado este valor e em função do período de tempo em que a mistura é respirada começam a manifestar-se sintomas de intoxicação que se agravam progressivamente, por exemplo numa mistura com 60% de oxigénio o tempo reduz-se para 12 horas.

Ao fim de vários anos, o estudo sobre a ação do oxigénio respirado em percentagem diferente da existente no ar permitiu estabelecer uma relação em que se mostram os limites definidos para uma mistura respirada ao nível do mar em função da percentagem de oxigénio existente na mistura.

< 10% coma ou morte
10% severos sinais de hipóxia (ex. inconsciência)
16% ligeiros sinais de hipóxia
21% condições de vida normais
35% boa tolerância à hiperóxia
50% limite de tolerância à hiperóxia por longos períodos de tempo

Estes valores de tolerância podem variar em função da sensibilidade do indivíduo.