Módulo 3, Tópico 5
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Efeito Lorrain Smith

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O efeito Lorrain Smith (toxicidade crónica) pode fazer-se sentir em todos os órgãos (WBT – Whole Body Toxicity) sendo os pulmões os mais afetados pelo efeito tóxico do oxigénio.

Os alvéolos pulmonares são revestidos por uma substância surfactante, que impede que os mesmos colapsem e permite que mantenham a sua função de efetuar as trocas gasosas.

Exposições muito prolongadas a pressões parciais de oxigénio superiores à normobárica podem causar a destruição da substância surfactante e provocar lesões nos alvéolos, fazendo com que os mesmos possam vir a colapsar, prejudicando as trocas gasosas.

Os sintomas do efeito Lorrain Smith são: face rosada, dor no peito, dificuldade em respirar, diminuição da capacidade vital, tosse e finalmente edema pulmonar.

Este tipo de problema está mais presente em mergulhos de saturação, tratamentos hiperbáricos longos e em centros de terapia intensiva nos hospitais.

Face ao exposto, o efeito Lorrain Smith não deve preocupar os “mergulhadores nitrox”, nem mesmo com exposições em mergulhos de longa duração.

A exceção será no caso de vários mergulhos de longa duração em dias consecutivos, seguidos de tratamento em câmara hiperbárica.

O Dr. Bill Hamilton desenvolveu uma fórmula empírica para calcular a exposição ao oxigénio em OTU (Oxigen Toxicity Unit). De uma forma aproximada 1 OTU corresponde à toxicidade adquirida através da exposição a 1 bar de pressão, durante 1 minuto e a respirar 100% de oxigénio. Como vimos atrás, o efeito Lorrain Smith não é fonte de preocupação para os “mergulhadores nitrox”; o efeito crítico a controlar corresponde à toxicidade aguda (efeito Paul Bert). Na prática, antes de se manifestar a toxicidade crónica, o “mergulhador nitrox” estará sujeito aos efeitos da toxicidade aguda sobre o CNS.